domingo, outubro 30, 2005

Toujours le même film

Na sala misturavam-se mesas de bilhar, televisor gigante, aparelhagem, pilhas de jornais, livros, cds e um saco ainda meio cheio com roupas. Eu, ignorei a confusão de papéis que invadia o sofá, sentei-me num canto agarrada a uma almofada de pelo e puxei da “Actual” para dar uma vistinha de olhos.
Ele sentou-se ao meu lado. Sôfrego e ávido começou por me explorar o pescoço, a nuca e o lóbulo da orelha, não me deixando espaço, ou ânimo para continuar a ler o artigo arranjadinho sobre o desarranjo que vai no teatro nacional.
“Anda, vamos até lá cima” disse-me enquanto me puxava o braço…

Deitou-me numa cama de um dos quartos de hóspedes, desapertou-me os jeans num gesto lento e lascivo que tomei com grande sensualidade, lambeu-me o peito num movimento carinhoso e estranhamente impetuoso, “és linda” disse-me. Estremeci com estas palavras, acordei do transe egoísta em que mergulhara e desci-lhe pelo peito até lhe tocar o corpo…lambi-o, não só porque adoro lamber e degustar chupa-chupas, mas também porque o seu sabor era doce e agradável na garganta.
Em segundos deleitou-se na minha boca, em segundos eu decidi parar e em minutos pensei em voltar para casa.
“Quero ir embora” disse-lhe. Ele não insistiu para que eu ficasse…estava amuado como um bebé de colo, principalmente depois do nosso diálogo sussurrado:
- Quero beijar-te sempre. És minha!
- Não, não sou…