sexta-feira, agosto 12, 2005

O atípico tipo

“Desculpa, foi o transito!” disse-me ele enquanto se inclinava para me presentear com dois pequenos beijos nas bochechas, “Não tem importância…Hum…Onde vamos jantar?” perguntei-lhe enquanto descalsava aquelas malditas sandálias e atirava a mala para o banco de traz “Pensei naquele restaurante da marginal, adoro-o e hoje nem deve estar muito cheio”, “Bem, eu tinha pensado numa coisa mais calma, está tanto frio, apetece-me mesmo ir para tua casa. Porque não vamos buscar uma pizza?”. Ele olhou-me de soslaio enquanto tentava manter os olhos na estrada e aceitou sem mais discusões. Adoro-o por isso.
Quando chegamos á Pizza Hut fez-me escolher tudo porque “eu não percebo nada disto”. Em casa, ligou o aquecimento, dispos dois partos sobre a mesa da cozinha e preparou-se para ir buscar os copos quando eu o interrompi: “Oh querido, mas para que é isto? Queres comer a pizza com talher?”, “Claro” respondeu ele e sem mais demoras apresou-se a ir buscar também dois guardanapos de pano.
No final da refeição sentei-me sobre um banco alto e permaneci no janelão da cozinha olhando o buraco negro onde sabia estar o mar e ouvindo os barulhos irritantes enquanto ele, exageradamente cuidadoso, levantava a loiça e a colocava dentro da máquina. Não percebia todo aquele cuidado e sinceramente já começava a acreditar que todo o selo não era estratégia para impressionar “a miúda” mas hábito quotidiano. Estranho, não?
Por fim deitamo-nos no sofá…Ele foi buscar uma daquelas adoráveis mantas moher para me aconchegar os ombros e eu enrosquei-me nos seus braços enquanto ele puxava do caderno económico e começava a relatar qualquer coisa relativamente a um qualquer artigo sobre o qual eu não tinha qualquer interesse…Foi mais ou menos nesse momento que me assustei e antes que adormecese de vez, levantei-me de um pulo, ajoelhei-me sobre o tapete da sala, levantei o pólo de lã e tentei humedecer-lhe o mamilo com os labios. Ele pegou-me no queixo, fez-me encar-lhe os olhos e murmurou quase em surdina: “És tão bonita, não precisas de fazer isto!”.
Pois não! Eu não precisara de fazer nada e isso era exatamente o que me impelia a querer fazê-lo. Simplesmente havia algo que não fazia sentido…


Indlekofer-Knoepfel

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"És tão bonita"???!!...
Vamos ser honestos: tá mais na onda "és tão boa, és tão boa", pelo menos modéstia não lhe falta, eheh! Tão sabichona e ainda não aprendeu que a gabarolice é uma imensa falta de chá?!
A que se deve a "limpeza" dos comentários? Incomodam???...

12:23 da manhã  
Anonymous Bruno said...

Pareçe-me mal que mais uma das maravilhas escritas por ti tenha apenas um comentario que ainda por cima não tem nada de verdadeiro! A maior falta de chá vem da inveja e da ignorancia de quem se sente para dizer o que pensa mas não para dizer quem é! Bô continua!
Bruno.

6:22 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

éh láh deves ser mesmo boa queca para este escrever bem acerca de ti, ou isso ou n te conhece!

8:42 da tarde  
Anonymous Thunder said...

rock on bÔ ...

11:47 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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1:37 da tarde  
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