sexta-feira, abril 15, 2005

Pequenos gestos

Ofegantes, os corações a baterem desenfreados no peito, exaustos, em paz…
Deita-se a meu lado de costas voltadas para mim e eu volto-me para ele abraçando-o por trás.

Depois de um orgasmo, um dia tive a sensação de querer dar uma patada no gajo com quem estava para o expulsar da cama e ficar sozinha. Mal o conhecia, tive sexo com ele por uma razão puramente egoísta: procurar prazer fácil, sem complicações amorosas. Depois do orgasmo não vi sentido em estarmos ali juntos.

Será que ele estaria a sentir o mesmo? Parecia que não era suposto o meu braço estar ali sobre o corpo indiferente dele. Gosto dele, mas não vou suplicar atenção… Vou deixa-lo em paz. Amigos na mesma. E tiro o meu braço, voltando-me também de costas para ele e fecho os olhos. Ficamos assim pouco ou muito tempo, não sei dizer. Sei apenas que os pequenos gestos podem, eles sim, dizer muito. Ele também o deve saber, porque me veio puxar o braço, no seu modo firme e meigo de sempre, para de novo abraçar do seu corpo.

No princípio de uma relação, mesmo que se conheça bem o outro, existem sempre inseguranças. Mas tenho que deixar de ser tão psicótica…


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