segunda-feira, março 28, 2005

Vagueávamos pela cidade, tão adormecida, quando sentimos o som dos gatos vadios no beco. Um beco vulgar emperrado de lixeira nauseabunda, onde não só se escondiam os bichos como também a silhueta do meu corpo cada vez mais embrenhada no âmago da insensatez. Prosseguimos adentro daquele lugar inóspito apenas com o intuito de tocarmos os nossos corpos e o nosso bafo na quietude do escuro. “Não tens medo?” “Não…” e dizendo isto espremi-te a nuca sobre o tijolo descarnado na parede onde te sibilei toda a torrente de palavras que me inspiras ao desejo do meu corpo encontrar o teu…Não te amo, mas anseio-te.


Shiver

1 Comments:

Blogger Roberto Iza Valdes said...

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11:15 da tarde  

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