quarta-feira, março 23, 2005

Moments

A lua pairava no céu como se de um enfant terrible se tratasse. Não chegava a vista privilegiada da mesma para melhor nos observar ainda enviou um aliado de peso para observar também... O luar! Este, repousava calmamente nas águas frias e límpidas da barragem sendo apenas denunciado pela enorme claridade que emitia.
Fora da casa, situada em local privilegiado mas de difícil acesso, o ar era frio apesar do céu limpo... como se de uma noite de verão lhe retirássemos alguns graus de temperatura.
O silêncio era apenas quebrado pelos comuns sons da mata, e pelas águas transbordantes da imensa lagoa fronteiriça.
Na casa, reinava o calor. O calor proveniente da lareira acesa, das velas do jantar, dos pratos ainda quentes do carpaccio, do ar seco e áspero do vinho tinto.
Junto a janela, num sofá aveludado de tom escarlate, protegíamo-nos do frio com um cobertor sedoso e macio de tons pérola e com o calor corporal de cada um.
A noite honrava aquele momento com o mais cintilante dos céus. Todas as constelações se uniram para nos prestar homenagem.
Naquele momento nós eramos o cerne universal.




Texto e imagem por Taboaamassa (Peter Pan adorado e adorável)