sexta-feira, fevereiro 25, 2005

O verdadeiro amor

O meu momento apaziguador, surgiu ao virar da meia-noite.
Sentada no fundo obsoleto do autocarro fétido, puxei da minha “Única” e fui passando os olhos nos artigos que têm vindo a aguardar pela minha atenção (o trabalho tem-me roubado imensas horas) desde o sábado em que foram publicados. Algumas paginas à frente do índice, depois de desfolhar “Bomba Inteligente” e “Grandes Dias, Pequenos mundos” surge a minha adorada, amada, “Crónica Feminina” de autoria e filosofar por Inês Pedrosa (essa bendita génio); o tema desta edição é amor e seus caminhos incompreendidos.
“Amor e seu caminhos!”, bem, à primeira vista não é tema que me interesse por aí alem, mas o emaranhado literário, o trocadilho gramatical e o constante sentido conotativo de palavras habitualmente esquecida ao nosso vocabulário corrente, fazem desta pequena narrativa um maravilhoso trecho de âmago e sentido lírico, deveras agradável e audaciosamente instrutivo ao nosso limitado rol de fonemas quotidiano.
Depois, Inês, dotada de uma inteligência e uma sensibilidade invulgares, insiste em mostrar-nos o grau do seu, particularmente romântico, filosofar e pinta-nos, a nós sociedade, como desconhecedores da paixão e afinidade existente entre os martirizados Carlos e Camila, aliás, para tal até utiliza umas expressões “do povo” que conferem humor e sátira sobre os impiedosos leigos.
E assim, remata todo o “pensar” com um apontamento de desdém sobre aqueles que invejam o final feliz de uma história, que tinha tudo para ser mais um banal caso de amores traídos e sentimentos (enfim) perdidos nos meandros da crueldade destes fados.

"Há quem morra sem saber quem amou. Há quem seja capz de ver, aos vinte e poucos anos, que já encontrou a pessoa da sua vida, mas que só conseguirá entender-se com ela depois dos cinquenta..."

"A ele consideram-no gagá, evidentemente, porque não casou com uma Scarlett Johansson ou, vá lá, uma Madonna quarentona. Ele sempre foi gagá, acrescentam alguns, porque, mesmo depois de casado com a jovem beldade embrulhada em celofane que era Diana, continuou a amar a vulgarissíma Camilla".

2 Comments:

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9:54 da tarde  
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9:55 da tarde  

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