quarta-feira, janeiro 26, 2005

A urgência primitiva e insana de me lançar sobre os braços daqueles que me atraem o corpo e o vício aprazível de me sentir profanada, impulsiona-me a conhecer quartos e corpos tão distintos quanto medonhos…Por vezes, após a cópula, dou comigo aterrorizada e aturdida sob águas cujo cheiro fétido me entorpece a mente, assim como me confunde as recordações que não vou querer lembrar…e choro, gemo, definho, numa banheira corroída, em que as manchas ferrugem se propagam como praga ameaçando usurpar-me o cadáver e o âmago da desonra!

E assim vos apresento…o outro lado do coito, o outro sentido da queca ocasional e imprevista, que afinal, não é tão libertina como nós próprios apregoamos.