sábado, dezembro 18, 2004

Istambul ao fim do dia

Uma mochila empapada de tralhas inúteis segura-me a atenção sobre o fecho que quase rebenta. Pego-lhe ao fim de alguns minutos de hesitação e lanço-me escada abaixo, rápido, antes que me arrependa!
No degrau do bloco, sentado sobre o gelo da madrugada, está ele, calmo e sereno, olhando o relógio expectante a minha chegada. Sorri-me, abraça-me, pega-me o pulso e desprende-nos numa correria louca através do nevoeiro que emana nas réstias de luz do amanhecer.

O frio embate-me no rosto despertando-me a consciência e impingindo-me a verosímil consequência que terei de enfrentar daqui a uns dias, quando toda esta insanidade acabar, quando tiver de enfrentar, junto dos meus e dos seus familiares, a infantilidade que acabamos de cometer…mas, as ditas aterrorizadoras consequências virão depois...agora? Quero lá saber!