segunda-feira, novembro 29, 2004

a m o - t e

- Posso-te pedir uma coisa?
- Claro, tu mandas em mim… - e envereda por um discurso enorme típico dele, que usualmente escuto embevecida. Porém, não o estou a ouvir. Estou com receio da reacção dele e espero que se cale adoptando uma postura de mãe compreensiva e atenta.
- Dás-me a mão? Só agora, um bocado… - Digo séria, e baixo os olhos. Não sou pessoa de andar de mãos dadas, ele também não o é, temos milhares de motivos para não o fazer aqui nem agora e por isso é que é giro, é que é especial: nós (nós!) de mãos dadas na rua!
Ele acede ao meu pedido e a minha mão prende-se à dele como uma âncora, tal qual nós nos prendemos um ao outro…

foto de Barry Sutton