sexta-feira, outubro 15, 2004

Nessa noite dirigi-me ao quarto.
Sussurrei-lhe aquilo que sentia num bafo quente e húmido sobre o lóbulo gelado da sua orelha! Disse-o, mais e mais vezes, repetidamente, para que sentisse cada palavra lasciva e obscena que a minha boca proferia…Para que sentisse o meu próprio desejo nas letras emaranhadas e nos gemidos acompanhados de interjeições confusas, que insistia libertar a cada segundo!!!!
Não eram palavras sexuais, não eram rudes, vulgares…ordinárias! Eram sentimentos eróticos (provocados por ele), sentimentos sensuais, que necessitava de transbordar sobre ele mesmo…para me libertar do sufoco silencioso e da tortura impiedosa da censura em mim por mim infringida!