sábado, outubro 09, 2004

Neblina fria e cerrada junto ao mar. Caminho sonolenta pela praia deserta, pontapeando montículos de areia e conchinhas cálidas que vêm ao meu encontro.
“Que sentimento apaziguador!”
Sento-me sobre a superfície rugosa e húmida da areia grosseira, desligo o (maldito) telemóvel, inspiro o sal do qual o ar está impregnado e penso: ”Se não fosse viciada em sátiras urbanas, passava assim o resto dos meus dias…E havia de definhar, vencida pela fome e pelo ócio, num sítio como este, belo e tentador!”