terça-feira, setembro 07, 2004

Não percebo quem não o percebe

Bastam simples movimentos para lhe mostrar a minha vontade. Não é manipula-lo, apenas tento não quebrar o momento com palavras, e eu era incapaz de lhe dizer faz antes assim ou agora faz isto, por isso posiciono-me de acordo com aquilo que queria que ele me fizesse, e ele conhece-me e percebe. Por isso deitei-me em decúbito ventral, de barriga para baixo, exactamente a meio da cama. Apetecia-me sentir o peso dele sobre mim como o de um cobertor no Inverno, tê-lo só em cima de mim. E ele beijou-me a orelha e deitou-se como eu o previa. Ali a beijar-me o rosto descansado que creio que aparentava ser fofo pelos olhos fechados, e a beijar-me senti-o a ficar excitado, duro de encontro as minhas pernas e ao meu rabo. Decidi que o dia era dele. "Agora troca comigo", disse-lhe com uma voz que tentei que parecesse autoritária. Obriguei-o a deitar-se de barriga para baixo para lhe tirar todo o controle e deitei-me sobre ele. Apoiei os braços sobre as bordas da sua almofada e após um momento de espera (a expectativa cria excitação) lambi-lhe devagar o lóbulo da orelha direita. Toquei-lhe de leve na pele do pescoço com a ponta da língua, e de repente, sôfrega, lancei-me e quase lhe enfiei toda língua no canal auditivo enquanto pressionava as minhas ancas suavemente contra o rabo dele com uma dança do ventre, movimentos em forma de oito. Não é este tipo de contacto tão íntimo quanto o coito? Não é tudo sexo? Acho que se se tratasse de uma traição posso dizer que me a consciência me pesaria de igual forma, e não percebo quem não o percebe.