quinta-feira, setembro 23, 2004

"Espaço" Mondego

Nas margens do Mondego sopra um vento irritante. Não! Não é a brisa leve e fresca que por vezes sentimos na Marina de Vilamoura, ou o friozinho miudinho das caminhadas pela (ex)Expo nocturna, é qualquer coisa …extremamente selvagem…que fustiga o rosto e revolve os cabelos…
Mas não são estes ventos irregulares ou este conforto físico (por vezes) inexistente que demovem os já “habitués”, do Parque Mondego, do seu tradicional “chá-das-cinco”.
Portanto, é vê-los, amontoados em magotes de 3 ou mais, rodeando uma pequena e abarrotada mesa instável, cada um bebericando o seu batido, cada qual falando ou escutando qualquer coisa (porque não?) interessante (mas totalmente incompreensível aos meus ouvidos ausentes).

Talvez este não seja o melhor local para o silêncio, para a introspecção, mas é, com certeza, o mais belo espaço verde desta patética cidade...que muitos dizem ter “mais encanto na hora da despedida”.