quinta-feira, setembro 30, 2004

Vamos tentar uma coisa diferente! Sei lá…Não estão fartos de sugar os meus escritos sensuais, talvez até, pseudo eróticos? Não estão nauseados com a constante banalização de palavras como: luxúria, desejo, sexo, foda, gajo?
Necessitamos de…purismo, decência; necessitamos de actualização relativamente ao formato primordial do blogger...talvez uma pitada de “Iraque” ou um cheirinho de “Presidenciais Americanas”...o que importa é o serviço publico prestado!
Sim, vamos revolucionar o conteúdo base desta merda!

quarta-feira, setembro 29, 2004

Prós e Contras

Prós:
-Excitas-me.
-Falas e ages com consideração e carinho por mim.
Contras:
-Eu sou uma pita e tu não.
-Disseste muito rápido que me amas.
-Não te conheço bem e sei que és mais astuto e bem mais experiente que eu.
-Há momentos que sinto que estas só a falar por falar ou que te estás a inventar para mim, ou estas a falar de cor...

Eu sinto, mas não vou pensar e vou-me deixar levar porque tu dizes e fazes o que quiseres, e eu nem acredito nem não acredito. Gosto do teu jeito e do que vamos vivendo, e quando deixar de gostar afasto-me. Aí posso sofrer, mas não será muito e será por mim e não por ti.

segunda-feira, setembro 27, 2004

Dança voluptuosa



Apercebo-me que anoiteceu pela penumbra do quarto só quebrada pela iluminação fraca da rua. Digo-o enquanto olho o seu rosto mal iluminado e os olhos que me fitam. Passamos a tarde naquele quarto a conversarmos nus, a sentir-nos e a conhecer-nos.
Despiu-me antes de me tocar…
Começa a massajar-me e semicerro os olhos, ébria de volúpia. O movimento das suas mãos a tactear o meu corpo deixam-me estonteada e na busca de sanidade fixo as nossas sombras na parede. Sigo as linhas dos nossos corpos que se diluem num ondular de ritmo crescente pelo alvoroço. Soltamos bramidos que se tornam brados e desfalecemos.
Afaga-me o rosto, brinca com os meus mamilos e murmura: “Amo-te.”.
-Centras sempre as tuas histórias em ti, naquilo que sentes...
-É um princípio meu. Eu digo o que sinto e procuro não expôr as pessoas.

sexta-feira, setembro 24, 2004

Relatório nº1 - Imaginação e chocolate






Objectivo: Tirar a prova dos nove. Transmite opiniões tão semelhantes às minhas que eu duvido que ele exista assim como se descreve. Diz que gosta de mim, que se preocupa comigo. A ver vamos.

Material: Imaginação e chocolate.

Procedimento: Introduz-se um cubo de chocolate na vagina. Ter em atenção que o chocolate derrete com o calor corporal, e escorre misturando-se com os normais fluidos sexuais femininos.

Interpretação de resultados: Tenho por base a opinião de que a primeira imagem é a mais importante.
Apesar de toda a tensão sexual que acumulou por estarmos separados, se realmente gostar de mim deverá conter-se e presentear-me com um merecido cunnilingus, tendo assim uma agradável e doce surpresa como recompensa. Neste caso devo ter atenção à sua reacção:
Nojo? Sorrio ou até me rio à gargalhada… Não me deve querer voltar a ver, e é recíproco.
Incredulidade? O mais normal. Gosta de mim, mas nunca me vai verdadeiramente compreender e aceitar como sou.
Êxtase? Somos almas gémeas.
Caso salte para cima de mim à bruta, vai apanhar um susto pela cor do chocolate derretido, agravado pelo delicioso e último fellatio que lhe vou fazer.

Conclusão: Oh pá… sou excêntrica, complicada, puta, essas merdas todas. Enfim, o sexo é arte à mistura com a maior manifestação da animalidade humana.

quinta-feira, setembro 23, 2004

"Espaço" Mondego

Nas margens do Mondego sopra um vento irritante. Não! Não é a brisa leve e fresca que por vezes sentimos na Marina de Vilamoura, ou o friozinho miudinho das caminhadas pela (ex)Expo nocturna, é qualquer coisa …extremamente selvagem…que fustiga o rosto e revolve os cabelos…
Mas não são estes ventos irregulares ou este conforto físico (por vezes) inexistente que demovem os já “habitués”, do Parque Mondego, do seu tradicional “chá-das-cinco”.
Portanto, é vê-los, amontoados em magotes de 3 ou mais, rodeando uma pequena e abarrotada mesa instável, cada um bebericando o seu batido, cada qual falando ou escutando qualquer coisa (porque não?) interessante (mas totalmente incompreensível aos meus ouvidos ausentes).

Talvez este não seja o melhor local para o silêncio, para a introspecção, mas é, com certeza, o mais belo espaço verde desta patética cidade...que muitos dizem ter “mais encanto na hora da despedida”.

segunda-feira, setembro 20, 2004

Taponis faltis



-“ALGUEM!? ALGUEM TEM UM TAMPÂO?!!...Não precisa ser chanel…basta um daqueles brancos, simples, que se vendem nos supermercados…”
Reconheci aquela voz no instante em que foram proferidas as primeiras palavras (oh meu deus). Levantei o rabo da sanita, puxei a tanga, desci o vestido e sai cabine fora tal qual uma perdida…
No enorme lavatório comum encontrava-se a Lu, sentada de perna cruzada, no meio de gotículas e salpicos, com um copo de champanhe vazio na mão e um sorriso de orelha a orelha. Percebi que (afinal) não estava bêbeda, pelo que, sorri tambem e retorqui:
-Encontraste-me!! Mas então…Oh filha, para que queres tu uma porra de um tampão?
Ela atirou o cabelo para trás com um exagerado gesto teatral e respondeu divertida:
-Para estagnar a hemorragia cerebral destes pobres idiotas!!
-Ahhhh….tens razão querida, esta puta desta festa está a surtir efeitos de laxante em mim...- disse eu enquanto puxava a cauda do vestido e me sentava a seu lado.
Inevitavelmente senti a humidade da água no rabo, inevitavelmente senti o meu vestido de crepe das índias enrugar ainda mais…inacreditavelmente não me incomodei, em vez de saltar dali e poupar uns valentes euros em limpeza a seco, agarrei na pochette, saquei um cigarro, acendi-o e estendi-o à minha cúmplice amiga.
Depois?
Bem! Depois apercebi-me de que toda a cena fora presenciada por 5 galinhas fúteis e “liftingadas”, que continuavam ali especadas a um canto, reprovando mentalmente o nosso comportamento e exprimindo falsos tiques snobs acompanhados de murmúrios injuriosos a nosso respeito. Não me contive:
-Oh por favor, querem parar de cacarejar?! chô chô…queremos fumar esta merda em paz!



give me a light!! give me a damn light!!!

domingo, setembro 19, 2004

Matas de Portugal

Gosto de dizer que não frequento ginásios e de manter o meu corpinho como se fosse. A verdade é que não gosto muito de exercício físico, mas gosto da Natureza, gosto de levar o meu personal trainer para a Natureza… Nas matas há sítios idílicos, recantos com luz e sons que tornam o ambiente mágico. Vamos curtir o verde? pergunto-lhe, e ele já sabe o que o espera. Começamos por percorrer a mata tentando descortinar um lugar giro, recatado, que seja pouco frequentado pelos pais que vêm fazer os circuitos de manutenção com os putos atrás (“Olha um ninho! O ninho é a casa do passarinho!”) e comemo-nos até não termos mais forças de encontro a alguma árvore ou no meio das ervas e folhas caídas.

"Soft &Hard Series No9" by pogovina


- Tens que me levar a esse sítio.
- Levo. Adoro estar nua lá. Tu vais gostar de me foder naquela luz.

quinta-feira, setembro 16, 2004

és a minha puta

in Diverse Publications Ltd/

Divirto-me imenso, mas há sempre aquele vazio… não é sempre, antes é só excitação, mas depois falta alguma coisa…

Lu… tu és uma puta, mas quero que tu sejas a minha puta. E tu podes estar a engatar um gajo ou uma gaja à minha frente que eu vou-me estar a rir porque sei que te estas a divertir.

…e esta é só com a presença do marido. Ela está comigo, ele está com outra. Mas a meio, ela olha para ele de um jeito… está-se apenas a divertir, mas está com ele. É assim que queria que fosses para mim.

Sinto-me tão viva, tão livre contigo. Disseste o que eu queria ouvir, mas como poderias saber o que eu queria ouvir? Ainda não posso dizer que te amo, mas estou completamente apaixonada por ti. Tu estás aqui comigo...


domingo, setembro 12, 2004

Espelho no Hall

Debruçada sobre a parede, olhando o pequeno espelho de circunstância, vi o reflexo do seu corpo ondular sobre o meu. Vi o prazer reprimido dentro de mim….vi um enorme descontrolo iminente.
Senti as pernas fraquejarem. Senti o meu corpo desfalecer…e em segundos vi-me tombar sobre o nada do chão. Instintivamente ele agarrou-me pela cintura, se não o tivesse feito, ter-lhe-ia caído aos pés, totalmente esvaída em forças pelo prazer que em mim infringira!

"A tua sensualidade mata-me!"



sexta-feira, setembro 10, 2004

és tão boa mãe

Lu: Eu sou uma activista a favor do aborto. Quer dizer… agora pouco activa…
Bo: Eu sou completamente a favor da despenalização do aborto, não do aborto em si. Mas se fosse preciso fazer, fazia-o.
Lu: Eu também. E depois dava-o para eles o esmigalharem e estudarem as células estaminais.
Bo, rindo: És tão boa mãe!

Para o pesoal por detrás da vinda a Portugal da associação Women on Waves, em especial para a organização Não te Prives. Tenho pena de por agora poder estar com vocês, mas acredito piamente que a mediatização da coisa foi uma vitória, e vão ter sempre o meu total apoio.

terça-feira, setembro 07, 2004

Não percebo quem não o percebe

Bastam simples movimentos para lhe mostrar a minha vontade. Não é manipula-lo, apenas tento não quebrar o momento com palavras, e eu era incapaz de lhe dizer faz antes assim ou agora faz isto, por isso posiciono-me de acordo com aquilo que queria que ele me fizesse, e ele conhece-me e percebe. Por isso deitei-me em decúbito ventral, de barriga para baixo, exactamente a meio da cama. Apetecia-me sentir o peso dele sobre mim como o de um cobertor no Inverno, tê-lo só em cima de mim. E ele beijou-me a orelha e deitou-se como eu o previa. Ali a beijar-me o rosto descansado que creio que aparentava ser fofo pelos olhos fechados, e a beijar-me senti-o a ficar excitado, duro de encontro as minhas pernas e ao meu rabo. Decidi que o dia era dele. "Agora troca comigo", disse-lhe com uma voz que tentei que parecesse autoritária. Obriguei-o a deitar-se de barriga para baixo para lhe tirar todo o controle e deitei-me sobre ele. Apoiei os braços sobre as bordas da sua almofada e após um momento de espera (a expectativa cria excitação) lambi-lhe devagar o lóbulo da orelha direita. Toquei-lhe de leve na pele do pescoço com a ponta da língua, e de repente, sôfrega, lancei-me e quase lhe enfiei toda língua no canal auditivo enquanto pressionava as minhas ancas suavemente contra o rabo dele com uma dança do ventre, movimentos em forma de oito. Não é este tipo de contacto tão íntimo quanto o coito? Não é tudo sexo? Acho que se se tratasse de uma traição posso dizer que me a consciência me pesaria de igual forma, e não percebo quem não o percebe.