quinta-feira, agosto 19, 2004

gosto de ti

Deito-me na cama que tu fizeste e sinto o teu cheiro impregnado na almofada onde te recostaste. Recordo-me deitada sobre o teu peito, embalada pela tua respiração. Recordo o teu jeito meigo a mexer-me no cabelo depois do prazer e do prazer que nos oferecemos numa compatibilidade estranha para mim. Parece que estamos juntos à tanto que conhecemos todas as manhas do corpo do outro.

Gosto de preferir ver-te a ter prazer, do que eu própria o ter, em vez do para mim habitual egoísmo de parte a parte na busca pelo prazer próprio. Gosto de pôr o meu corpo à tua disposição e de procurares sempre preservar-me pondo o teu à minha. Gosto de ti todo. Quase te sinto comigo, ali nos lençóis enxovalhados por nós, e adormeço assim, a imaginar-nos.