terça-feira, março 16, 2004

paz

Acordo com a claridade cálida que teimosamente entra pelas frestas das portadas de madeira, e enrompe pelas cortinas. Lá fora deve estar frio, mas por debaixo dos cobertores os nossos corpos seminus, lânguidos, aquecem-se.
Tento captar, absorver, cada sensação para memória futura… O calor, o teu braço meigo a agarrar-me pelo ventre e as tuas pernas a recobrirem as minhas, a tua barba no meu ombro…
Dormes, e a tua respiração discreta no meu pescoço tranquiliza-me. Afago-te o cabelo e recosto-me em ti.

para o R.