quarta-feira, março 17, 2004

O Bilhete

Recebi o teu bilhetinho ridículo e li-o me voz alta para que a humanidade regojizasse com a tua estupidez. Gargalhei em cada parágrafo piegas, em cada vírgula chorosa e lamexas inundada de compaixão. Em cada metáfora sórdida, suja e fácil. Duvidei dos teus sentimentos hiperbolizados, fantasiados, desenquadrados. Do meu redondo que para ti é quadrado, do meu claro que para ti é escuro. Atentei na tua caligrafia, atabalhoada e insegura, do esforço que fazes para ser original, mas que culmina sempre no pior dos "clichés" (obrigada, Lu), qual romance, qual novela.
Ri. Eu e a Lu gargalhámos estridentemente pela rua e os transeuntes riram também. Da nossa figura? Talvez... De ti? De certeza!
Tenho-o aqui guardado no bolso. É uma espécie de terapia para quando me falta o humor. Não há como não resistir!


para a A.



(parece que a moda das dedicatórias pegou)