quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Tenho medo! Sinto um aperto constante no peito só de pensar que podes estar a enganar-me. Arrepio-me sozinha no som gelado e gélido do meu quarto vazio. Sento-me no chão contra a parede cálida calada na noite angustiante de choro em que relembro os momentos passados e os gemidos murmurados entre espasmos violentos e volupia indiscreta. Choro cada vez que ouço a tua voz na cabeça como um ribombar apelativo e saudosssista das palavras que trocamos. Fecho os olhos e inalo o odor bolorento e estagnado daquele sitio que não consigo esquecer...Fecho as mãos e cravo as unhas na minha própria pele...abro-as e observo o rubro do sangue misturar-se com o encarnado das unhas enquanto conto o número de cortes por mim, em mim, infringidos...aqueles que me provocas diariamente são bem mais vastos!
Fazes-me mal!