quarta-feira, fevereiro 18, 2004

LE FABULEUX DESTIN DE MON COU

- Ma petite qu’ est que tu fais ?
- Rien ! Je suis mort…
Sorriu num esgar matreiro de lobo velho, pegou na câmara, apontou a objectiva sobre a minha pele desprotegida dos ombros e disparou flashes sucessivos ao hematoma rude do meu pescoço chacinado, como que tentando captar o incrível tom arroxeado/doentio em contraste com a base branca/cuidada a “La Mer” diário!
Meses mais tarde recebi em Lisboa um convite “black & white” para a sua mediática exposição; de um dos lados podia ler-se: “Brutal! Violent! Mon amour par toi est mort”, no verso a minha foto…o meu pescoço, as minhas lágrimas, o meu abandono e…a visível afinidade ás palavras.