quinta-feira, janeiro 08, 2004

A serra da Arrábida


Parámos o carro e saímos. Senti o vento frio a percorrer-me a pele descoberta nas pernas e no decote. Encostada à beira do muro e vi a serra estranhamente colorida em tons de cinza contrastante com o mar azul vivo, metalizado e escuro. A lua estava lá em cima, alva e enorme.
Chegamo-nos ao carro e encostei-me ao capôt estonteada pela paisagem e pela alegria de estar ali. Beijamo-nos demorada e sofregamente. - Arriscamos? - Sorrio e respondo - Sim!
Lembro-me do prazer, da pele arrepiada p’lo vento, do seu rosto pouco iluminado em contraluz com a enorme quantidade de estrelas …
- Onde estão as câmaras?
- O quê?
- Sim, instalaram por aqui câmaras, por causa dos assaltos, ou assim.
- ‘tas a gozar.
- Não, a sério!
Que se lixe, pensei de caminho ao carro. Teoricamente não estava ali e de facto não tinha aquelas roupas, quase todas emprestadas da Bo. «Podem aparecer daqui a uns meses as fotos na net que não sou eu. Há montes de gente parecida.
Já no carro encosto-me a ele e falámos languidamente. Quatro minutos depois passa a GNR.