sexta-feira, janeiro 30, 2004

The Little Black Dress



Tenho um amigo que é o tipo de pessoa que julgava saído de uma comédia de Hollywood, ou então de uma novela brasileira. À primeira vista todos o respeitam. Tem um carrão topo de gama, um apartamento caríssimo, conhece as figuras mais ilustres e badaladas no nosso Jet 7, vai de férias três vezes por ano para os lugares mais exóticos, conhece Nova iorque, Londres e Paris como a palma da própria mão e como se não bastasse, ainda fala inglês com aquele que sotaque 'brittish' que me faz roer de inveja!
Este Verão, todas as sextas-feiras, encontrávamo-nos no bar do hotel e, enquanto bebericávamos toda a espécie de cocktails, discutíamos a interferência do buraco de ozono na economia de Mongólia, que é como quem diz, conversávamos acerca de tudo. Principalmente da vida f-a-b-u-l-o-s-a que eu insistia fazê-lo crer que levava.
Numa dessas conversas, contava-me ele o episódio passado num pub em Londres. Um senhor com ar de 'Sir', muito bem composto. muito bem falante, apresenta-se acompanhado por uma loira fantástica, envergando um vestido preto que congelou todo o bar... E que o viria a marcar para o resto da vida.
Passei grande parte da noite a ouvir a tese desse meu amigo acerca do poder do 'Tinny Black Dress'.
- O ar sexy que empresta ainda mais à loira que se passeia num 'convertable'.
- O ar misterioso que dá à morena de 20 e poucos anos, no funeral do marido, um octagenário multimilionário.
- O ar provocante, mas ao mesmo tempo tempo formal, da secratária ruiva que tem um caso com o patrão.
Pois é, já dizia a outra: 'Com o meu vestido preto, nunca me comprometo'... ou então, não!