terça-feira, setembro 09, 2003

Aparências

Abri os olhos e logo os fechei pela grande quantidade de luz que invadia o quarto. Tiro o braço dele de cima de mim e viro-me. Volto a abrir os olhos. Que noite! Levanto-me suavemente para não o acordar. Chego-me à varanda e olho o mar. Ondas suaves batem na areia onde formigam veraneantes. Uma brisa fresca percorre-me a pele.
Volto para dentro a procurar o meu vestido, as minhas sandálias e a minha carteira. Já vestida, sento-me a seu lado a recordar o novelo de pernas, braços e corpos que formámos e que há poucas horas parecia impossível de desentrançar. Acordar ou não acordar o meu “amorzito”? Acordar. Beijo-lhe o braço e as costas. Ele parece sentir, mexe-se, vira-se para mim, sorri, abraça-me e beija-me.
- Adoro-te.
Largo-o, levanto-me e olho para as horas. Olha-me confuso enquanto rio maliciosamente.
- Passa para cá o dinheiro.