terça-feira, julho 29, 2003

Sonho de uma noite de Verão

Sentei o meu rabo preguiçoso numa pedra da beira da estrada, descalcei os malditos sapatos e dispus os pés sobre a poeira suja e granosa do chão!
Caminhei serpenteante, ziguezagueando com uma criança entre as rochas e arbustos rasteiros da berma, abracei-o pela cintura e sussurrei-lhe no ouvido: "Põe esta merda a trabalhar ou cravo-te o salto do sapato nesta veiazita do pescoço". Num gesto brusco ele agarrou-me o braço, apertou-me o pulso e disse: "Para!".
Cuspi-lhe saliva e raiva na cara enquanto gritava: "Maldito idiota".
Apertei as mãos na cabeça e encostei-me ao vidro! Estávamos há duas horas perdidos no meio daquele caminho de cabras, sem rede, sem aldeias á vista e sem movimentos de outros automóveis, eu estava a ficar doida.

Tive flashes! Lembrei-me do que provocara aquela situação e vi-me a sair do carro, vi-me a correr pelo campo descampado, vi-o seguir-me, vi-nos rir, vi-me cair! Ele caiu sobre mim, levantou-me o vestido, desapertou-me a alça... “Era tão bom se pudéssemos ficar aqui para sempre...Livra-te do carro, livra-te da roupa...vamos ficar despidos tal qual um Adão e uma Eva do paraíso!". Ele levantou-se calmamente, dirigiu-se para aquele poço escondido e atirou tudo (incluindo as chaves do sl500 e a minha Vuitton) lá para baixo...
Depois rebolámos pela erva, entre tanta euforia e gargalhada nem nos apercebemos do que acabávamos d fazer!
Quando passou a moca foi tudo diferente...