Boca tipo aspirador
Entrei em casa completamente aturdida. Cambaleei pelo hall e aos tropeções encontrei o interruptor avariado, resmunguei, praguejei e bradei para ninguém: “Quando é que me concertam a luz da entrada? Incompetentes, sovinas, onde é que enfiam o maldito dinheiro do condomínio?”
Quando entrei em casa, descalcei os sapatos, coloquei os pés na banheira e friccionei o calcanhar vigorosamente com uma ponta de água, tentando desesperadamente livrar-me do sangue que se acumulava nos refegos da pele... As sádicas tiras de couro da sandália haviam-me apertado a pele até se formar um proeminente e insistente calo que se viria a desfazer em sangue sobre a pele clara do meu calcanhar “Raios!”.
Desinfectei a dolorosa ferida com algodão embebido em álcool, coloquei um penso rápido e dirigi-me para o quarto onde acendi a luz e... deparei-me com... com o D.W. deitado na minha cama!
“Que é esta merda DW?” gritei-lhe sem ponta de paciência.
DW despertou no inferno! Arregalou os olhos com uma expressão intimidada e envergonhada “Bo!... Não devias estar a acompanhar o PP em Cannes?”
“Devia! Mas ... Mas isso não interessa nada, percebes? Agora aproveitas as minhas viagens para trazer miúdos cá para casa? Olha a decência!”
“Bo...” começou ele
“Quem é ele? Um puto drogado? Agora tens de pagar para dar uma queca? E ainda por cima aqui para casa....”
“Bo, ele é mais velho que tu!”
Sorri já farta de gritar e atirei-me sobre o D.W. “Desculpa ser tão paranóica! Tive saudades tuas”, disse-lhe enquanto o sufocava num abraço interminável “Mas ainda me deves uma explicação!”
“Olha para a cara dele, Bo! Está assustadíssimo – tinha razão! – É que ele não fala um boi de português, é um Holandês lindo…
“Um Querubim adorável”
“Encontrei-o no Portas Largas, tem uma reputação impecável e... não cobra nada sua tola…é apenas um verdadeiro viciado do sexo e... tem uma boca que é um poderoso aspirador!”
Não me consegui conter e rebentei de novo uma risada estridente e prolongada....
“Bo! Vim para aqui porque o meu apartamento está a ser remodelado... tu estavas em Cannes e a Lu foi para um SPA na serra da Estrela... Oh Bo, um motel é um sítio tão baixo!” explicou ele enquanto fazia um beicinho de menino
“Ok querido! Eu não estou chateada... estou ensonada...vamos dormir que eu amanha conto-te o que se passou em Cannes!”
Deslizei para o meio daqueles dois, aconcheguei-me contra o corpo do “Deus holandês” e senti a mão dele a acariciar-me a coxa... “mas que raio, o miúdo está a apaçpar-me!”
O D. W. Sorriu e disse: ”Esqueci-me de te dizer, ele não é gay, é mais... bi. Enfim, dá para os dois lados”.
“Os homens são todos iguais. Se fosses um homem já não te ligava há muito.”
Quando entrei em casa, descalcei os sapatos, coloquei os pés na banheira e friccionei o calcanhar vigorosamente com uma ponta de água, tentando desesperadamente livrar-me do sangue que se acumulava nos refegos da pele... As sádicas tiras de couro da sandália haviam-me apertado a pele até se formar um proeminente e insistente calo que se viria a desfazer em sangue sobre a pele clara do meu calcanhar “Raios!”.
Desinfectei a dolorosa ferida com algodão embebido em álcool, coloquei um penso rápido e dirigi-me para o quarto onde acendi a luz e... deparei-me com... com o D.W. deitado na minha cama!
“Que é esta merda DW?” gritei-lhe sem ponta de paciência.
DW despertou no inferno! Arregalou os olhos com uma expressão intimidada e envergonhada “Bo!... Não devias estar a acompanhar o PP em Cannes?”
“Devia! Mas ... Mas isso não interessa nada, percebes? Agora aproveitas as minhas viagens para trazer miúdos cá para casa? Olha a decência!”
“Bo...” começou ele
“Quem é ele? Um puto drogado? Agora tens de pagar para dar uma queca? E ainda por cima aqui para casa....”
“Bo, ele é mais velho que tu!”
Sorri já farta de gritar e atirei-me sobre o D.W. “Desculpa ser tão paranóica! Tive saudades tuas”, disse-lhe enquanto o sufocava num abraço interminável “Mas ainda me deves uma explicação!”
“Olha para a cara dele, Bo! Está assustadíssimo – tinha razão! – É que ele não fala um boi de português, é um Holandês lindo…
“Um Querubim adorável”
“Encontrei-o no Portas Largas, tem uma reputação impecável e... não cobra nada sua tola…é apenas um verdadeiro viciado do sexo e... tem uma boca que é um poderoso aspirador!”
Não me consegui conter e rebentei de novo uma risada estridente e prolongada....
“Bo! Vim para aqui porque o meu apartamento está a ser remodelado... tu estavas em Cannes e a Lu foi para um SPA na serra da Estrela... Oh Bo, um motel é um sítio tão baixo!” explicou ele enquanto fazia um beicinho de menino
“Ok querido! Eu não estou chateada... estou ensonada...vamos dormir que eu amanha conto-te o que se passou em Cannes!”
Deslizei para o meio daqueles dois, aconcheguei-me contra o corpo do “Deus holandês” e senti a mão dele a acariciar-me a coxa... “mas que raio, o miúdo está a apaçpar-me!”
O D. W. Sorriu e disse: ”Esqueci-me de te dizer, ele não é gay, é mais... bi. Enfim, dá para os dois lados”.
“Os homens são todos iguais. Se fosses um homem já não te ligava há muito.”

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